Os desafios das mulheres deficientes na luta contra o câncer de mama.

Caro leitor, se eu estiver exagerando, corrija-me, por favor.
O sistema de saúde pública do Brasil, assemelha-se, em alguns aspectos, ao “Samba do Criolo Doido”, de autoria do Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do jornalista Sérgio Porto, principalmente quando o assunto é a prevenção ao câncer de mama. Quando tem médico, faltam aparelhos, quando tem aparelhos, não tem médicos… No caso específico de mulheres com deficiência, essas dificuldades se multiplicam.
Apesar desta insistente e procedente recomendação da Associação Brasileira de Mastologia: toda mulher após os 40 anos faça o exame de mamografia para rastrear o câncer de mama, não existem mamógrafos específicos para mulheres tetraplégicas.
Se o acesso ao serviço especializado, para a maioria das mulheres é uma iniciativa relativamente fácil, para as cadeirantes, por exemplo, essa iniciativa se transforma em uma verdadeira via crucis.
Segundo o radiologista Luciano Chala, do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Grupo Fleury: “Infelizmente, o desenho dos equipamentos de mamografia seguem um padrão e não existem equipamentos específicos para mulheres tetraplégicas”, afirma.
Importância do exame clínico para o diagnóstico.
Os desafios, como vemos, são enormes.
Entretanto, não podemos deixar de frisar, que, independentemente das inúmeras dificuldades enfrentadas pelas mulheres tetraplégicas, é essencial se submeter todos os anos à avaliação clínica de um ginecologista ou mastologista.

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