A pena de morte não é a solução

Sempre que surge um crime rumoroso na sociedade, logo, “pipocam” para todos os lados, vozes em defesa da pena de morte, como solução para acabar com a inquietante violência da atualidade.
Historicamente, os estudos demonstram que a pena de morte, onde é aplicada, não diminui a prática dos chamados crimes hediondos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, os estudos realizados pelo DPCI Death Penalty Information Center — Centro de informação sobre a Pena de Morte, demonstram que, nos estados americanos onde a pena de morte é utilizada, como medida punitiva, o número de assassinatos são maiores, que nos estados onde ela não é permitida.
Pior, outros dados indicam que nesses estados onde a pena de morte está prevista, casos de inocentes condenados erroneamente ao corredor da morte são grandes. Ainda segundo a DPCI, cerca de 150 pessoas foram condenadas erroneamente à pena de morte nos Estados Unidos desde 1973.
Lembre-se, leitor: o maior fator da criminalidade, é a injustiça legal ou social.
Onde há guarida legal, onde há o efetivo respeito aos direitos fundamentais de todos, onde não há fome, nem corrupção, onde não falta ensino de qualidade, onde não falta responsabilidade política, a violência não aparece.
Agora, imagine, um Estado injusto, se arvorando no direito de matar um indivíduo criminoso, que ele mesmo produziu.
Portanto, o caminho a seguir é a recuperação e a ressocialização do infrator.
Como bem afirma o pedagogo francês, Denizard Hippolyte Leon Rivail(Allan Kardec):
“A pena de morte desaparecerá incontestavelmente e sua supressão assinalará um progresso da Humanidade. Quando os homens forem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida da Terra. Os homens não terão mais necessidade de ser julgados pelos homens”.
Simplesmente acachapante.

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