26 de agosto — Dia Internacional da Igualdade Feminina

Este é um tema que tem avançado muito nas últimas décadas: igualdade de sexo e os direitos sociais femininos.
Não há quem desconheça que na chamada dogmática cristã e nas tradições sociais do Ocidente laico, o sexo feminino amargou por longos dolorosos e humilhantes anos a desigualdade social.
Segundo muitos intérpretes, a raiz dessa vergonhosa desigualdade social, estaria no mito da criação bíblica, em que coloca a mulher já num papel secundário ao ser criada a partir de uma costela de Adão.
Seja como for, isso já faz parte de um passado vergonhoso. Hoje,a luta pela igualdade de direitos sociais da mulher no país — felizmente — avançou muito.
Desfazendo um equivoco.
Chegamos a 2020 do século XXI e boa parte do universo social ainda acredita que o feminismo é a luta pela superioridade da mulher sobre o homem.
Deixa eu gritar. Não é isso!
É apenas, um movimento social e político que luta pela igualdade de gênero.
Hoje, 26 de agosto, é celebrado o Dia Internacional da Igualdade Feminina.
Abaixo, algumas conquistas da luta feminina pela igualdade de direitos sociais.
Trabalho
Foi uma longa luta para que mulheres tivessem a possibilidade de decidir se queriam ou não ser donas de casa. De acordo com o Código Civil de 1916, a mulher só poderia trabalhar fora caso o marido lhe concedesse autorização. Foi só em 1943 que, segundo a Consolidação das Leis Trabalhistas, isso mudou.
Licença-maternidade
Até 1934 esse direito não existia? Foi nesse ano em que a Constituição previu que as mulheres ficariam sem trabalhar um mês antes e um mês depois de nascer o bebê. Além disso, a demissão de grávidas passou a ser proibida. Em 1988, o período se estendeu para 120 dias.
Voto
Um dos grandes motivos para a luta do feminismo foi o direito ao voto, que no Brasil só foi autorizado em 1932. Em 1934, a primeira representante política do gênero feminino foi eleita no país: Carlota Pereira de Queiroz.
Casamento
Desde 1916, com aprovação do Código Civil, só o homem era responsável pela família e o casamento poderia ser anulado pelo marido caso descobrisse que a esposa não era virgem. A família da noiva também poderia deserdá-la. Essas regras mudaram apenas em 2002.
Divórcio
Em 1977, o divórcio passou a ser permitido por lei. Até então, o casal só poderia se separar em casos de traição, tentativa de morte ou abandono do lar.
Anticoncepcional
Em 1962, o Brasil começou a vender anticoncepcionais. A mudança possibilitou que elas pudessem se relacionar sexualmente com mais parceiros.
Violência contra a mulher
A primeira Delegacia da Mulher foi criada em 1985. Em 2006, surgiu a Lei Maria da Penha, com mecanismo para punições em caso de violência doméstica.
Parabéns! Todas são merecedoras.

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