Eleitor: cuidado com o terrorismo grosseiro das “fake news”

Não há como não reconhecer: (com que tristeza escrevo isto!) o ambiente político brasileiro está saturado de ódio, gerando, consequentemente, intolerância, empurrando parte da população para o que chamamos movimento de manada, responsável por abalar relacionamentos familiares e de amizade.
A esse respeito, o jornalista André Trigueiro, traz comentários interessante:
Depois do que houve nas eleições americanas, na qual a avalanche de “fake news” foi determinante para a eleição de Trump, o Brasil – como previsto por vários analistas – sucumbiu à ampla disseminação de notícias falsas nas redes sociais (especialmente pelo WhatsApp) que distorcem sistematicamente os fatos em favor de quem se locupleta da guerra suja.
A democracia abre espaço para a saudável disputa de ideias e projetos. Eventualmente, há chispas ou debates acalorados e isso não é necessariamente um problema. Faz parte do jogo. Mas o que se percebe hoje no Brasil é a sinistra constatação de que a radicalidade interessa aos propósitos das duas candidaturas mais bem pontuadas até o momento. É exposição desnecessária ao risco institucional, à exacerbação das paixões, à turbulência que pode ir além do período eleitoral.
Não há salvadores da pátria, como também não há mitos (soltos ou presos). O que se espera do próximo presidente – lembrando que a eleição não está decidida – é a capacidade de governar para todos, sem mágoas ou ressentimentos, sem “nós contra eles”, sem retóricas que remetam ao fascismo.
No mais, eleição não é aposta em quem vai ganhar. Vote em quem você acredita, com a consciência tranquila, independentemente dos resultados parciais dos institutos de pesquisa ou do terrorismo grosseiro das “fake news”. Seja um eleitor ativo, que pesquisa o histórico dos candidatos, o que disseram, o que fizeram e participe do destino do seu país. Quem abdica dessa responsabilidade perde o direito de reclamar depois.
O Brasil é resiliente. Já passou por muitas situações difíceis, extremas, dolorosas. Seja quem for o próximo presidente, será mais um de passagem pelo cargo mais importante da República. Eles passam. Nós ficamos. De uma forma ou de outra seguiremos em frente e você tem a chance de escolher de que jeito.
Bom voto!

1 Comentário

  1. Muito boa a análise. Confesso que comecei a ler com um certo receio, mas foi o melhor texto que li até agora sobre esse período tenso das eleições.

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